Nem de longe pretendo copiar um de nossos grandes estadistas, o presidente JK (os outros são Pedro II, Rodrigues Alves, Getúlio Vargas e Lula). Mas, como ao genial mineiro de Diamantina, Deus poupou-me os sentimentos menores do medo e do ressentimento. Nenhuma crítica à imprensa brasileira, portanto. Mas é preciso tratar as propostas do governo federal com a devida isenção, sem tachar de eleitoreira qualquer notícia, ideia ou proposta que possa fazer diferença e ressaltar o momento invulgar vivido por nosso país.
O pré-sal tem tido menos relevo do que merece. Trata-se, tão-somente, da divisa entre o pré-desenvolvimento e o primeiro mundo, entre a tentativa e a conquista, entre o esforço e a realização. Fora outro país, onde os sentimentos partidários ou ideológicos fossem relegados a plano inferior em nome dos mais profundos e verdadeiros interesses nacionais, as reservas descobertas pela Petrobras seriam saudadas como o acontecimento mais importante de toda uma geração, como autêntico feito histórico.
Patriotismo não é algo piegas, ultrapassado ou apelativo. Nem qualquer preferência político-partidária pode impedir que tenhamos a exata noção da importância de uma nova fronteira que se abre para o desenvolvimento econômico e o progresso social. Sequer o fato de, somente sob o governo do presidente Lula, o Brasil ter atingido sua autossuficiência petrolífera nos impede de considerar que os feitos da Petrobrás são vitórias de todos os brasileiros, sem exceção.
Desde os anos 1970, quando da crise do petróleo, o mundo observa o setor de maneira cuidadosa e sensível às suas flutuações. A partir do momento em que a humanidade se defrontou com a questão do combustível, a história cambiou de forma dramática. Países produtores de petróleo, como a Indonésia, que antes exportava o seu óleo cru a míseros 2 dólares o barril, hoje, está importando o mesmo óleo a 60 dólares em média. Mas em 2008, no auge da crise econômica norte-americana, o fez a impressionantes 140 dólares. Argumento mais forte para defender nossa autossuficiência seria desnecessário, mas não nos faltam.
Não creio que seja sorte, acaso ou conspiração do destino a descoberta do pré-sal. Essa componente econômica que altera a vida nacional, que sinaliza um futuro de riqueza e que injeta dose elevada de confiança em nossa caminhada rumo ao primeiro mundo é fruto de estudos, pesquisas, investimentos e incansável trabalho da Petrobras e do seu inigualável corpo técnico. Nada foi por acaso. Chegamos às portas da riqueza no século 21 por obra e mérito de nosso povo e de uma espetacular empresa constituída a mercê de seu suor e seu talento. Simples assim.
Somos um país em crescente desenvolvimento, de ascendente modernidade econômica e social, rompendo as barreiras do atraso e experimentando, nos últimos seis anos, decidido processo de redistribuição de renda e visível mobilidade social. A cada dia mais, somos presentes na economia mundial, mas, lamentavelmente, ainda envoltos em procedimentos que travam o progresso e nos prendem ao passado. A escalada anti-Petrobras, a má vontade contra esse novo ciclo econômico, o do pré-sal, o discurso sem argumentação sólida ou convincente por conta dos adversários de sempre são prova eloquente do que lhes escrevo. A descoberta de petróleo na camada do pré-sal é, indiscutivelmente, a maior e melhor novidade que podíamos ter nas últimas décadas! Mas nem isso serviu para unir toda a Nação em torno de um componente econômico que pode nos propiciar, em poucos anos, um salto que, normalmente, levaríamos décadas para dar.
O presidente Lula já deixou claro que o pré-sal significa avanço tecnológico, milhões de novos empregos, um extraordinário superavit na balança de pagamentos, exportação dos derivados, além de um excelente estoque regulador, lastrado em uma potencialidade que ascende aos 100 milhões de barris a mais do que precisamos. Melhor impossível!
Estamos a poucos passos de um surto progressista jamais visto em nosso país. Sólido, contínuo, permanente e suficientemente grande para atingir, prover, movimentar e desenvolver de canto a canto esse continente chamado Brasil: das grandes metrópoles – os centros geradores da economia – às menores cidades (mas não menos importantes) do País, como a minha Buriti Alegre e tantas outras do interior de Goiás.
Escrevi neste espaço sobre as potencialidades do Estado e quero reafirmar que, com os investimentos do pré-sal, Goiás também ganhará, e muito, pois a descoberta dessa riqueza não se aplica somente à extração de óleo e gás das profundezas do oceano, distante da costa brasileira, da qual não temos acesso. Muito pelo contrário: os royalties que advirão da exploração dessa jazida formidável – com o acertado modelo de partilha – serão revertidos na conservação das nossas estradas, na atração de novas indústrias, em milhões de novos empregos, na geração de emprego e de renda à população. Os recursos serão destinados a um fundo social, que significa postos de saúde mais modernos e uma política sanitária mais humanizada, preventiva e eficaz; educação mais inclusiva, creches e escolas mais equipadas e bem preparadas para um ensino de qualidade, à altura do que merecem os nossos jovens, os brasileiros de amanhã.
Os recursos, destinados à diminuição da pobreza, também serão empregados na construção de moradias dignas para população de baixa renda e programas de assistência social sérios, que darão suporte às famílias mais carentes, até que essas superem as dificuldades e não mais precisem desse amparo. Não só Goiás tem a ganhar, mas todo o País, que passará por uma saudável onda de obras e benfeitorias.
Falo por Goiás como goiano apaixonado por minha terra e pelo meu povo, trabalhadores pelos quais nutro profunda admiração e respeito. Pela valorização dessa terra bonita, de gente acolhedora e sábia. Sou goiano apaixonado e que quer ver os seus conterrâneos tendo as condições indispensáveis para dar vazão ao imenso potencial criativo de trabalho e de realização social e econômica que possuem.
E a criação de um fundo social do pré-sal é a garantia que temos de melhores condições de futuro, principalmente aos nossos filhos e à nossa juventude, responsável por dar prosseguimento a essa nova fase de crescimento econômico e emancipação social, quando essa riqueza se fizer presente e estiver refletida nos lares de todos os brasileiros.
O Brasil adotará o melhor sistema de concessão e exploração de nossa mais nova e futura riqueza. Há mais de meio século, a Petrobras é nossa maior empresa e uma das maiores do mundo. Sabe o que faz, como faz e tem trazido para o Brasil os ganhos que necessitamos. É nosso orgulho, é prova de nossa capacidade realizadora.
Não há medida mais acertada do governo federal do que o modelo de partilha, que vai garantir que as riquezas do pré-sal sejam realmente revertidas em benefício do povo. Por anos a fio, multinacionais, sem o mínimo de comprometimento com o País e seu povo, seus trabalhadores, seus empresários, seus valores mais caros e que são a engrenagem que move a economia de uma nação, exploraram o nosso patrimônio e saíram levando apenas o lucro que esse exuberante país fornece.
No Estado democrático, em que o governo respeita a iniciativa privada, é louvável que a iniciativa privada e o capitalismo de riscos também possam explorar as riquezas naturais do país. Porém o nosso patrimônio não pode ser dilapidado e concentrado apenas nas mãos de poucos em detrimento de quase 200 milhões de brasileiros, que são “apenas” os donos de tanta riqueza.
O etanol, o biocombustível, os motores flex e mais econômicos, a maior durabilidade dos veículos, o acesso da população ao crédito e a consequente facilidade de adquirir um automóvel são as variantes que completam um quadro harmonioso e de grande futuro no setor.
O futuro promete um país melhor, mais justo, mais democrático. Sonhamos por tantos anos com melhores condições de ensino e de saúde, melhores estradas, indústrias, mais empregos, comida nas mesas dos trabalhadores e estabilidade na economia. Já conseguimos muito e estamos tendo a condição necessária de conseguir mais, às vésperas de dar o salto qualitativo rumo ao desenvolvimento com justiça social.
Conheço esse país de ponta a ponta. Pelo olhar, conheço as necessidades, mas também a garra de nosso povo. Aposto com quem quiser que essa chance, com a máxima certeza, não será perdida.
RSS Feed
quinta-feira, 24 de setembro de 2009 |




0 comentários:
Postar um comentário